Haverá luz no final do túnel?

dez, 2014

Edição 106 – Novembro de 2014
Por Juliana Iwashita

Provavelmente muitos estejam pensando: “Finalmente 2014 está acabando…”. Este ano foi marcado por acontecimentos importantes para o Brasil, como a realização da Copa, eleições bastante acirradas para presidência, por uma desaceleração forte da indústria e da economia, muitos escândalos e discussões políticas e riscos de racionamentos de água e energia elétrica.

Acredito que em 2015 continuaremos a ter muita instabilidade econômica, mas o setor de eficiência energética deverá ganhar mais atenção. Afinal eficiência energética é a forma mais barata para economizar energia, cujo custo deverá subir significativamente nos próximos meses. Acredito que políticas governamentais e empresariais para economizar energia deverão ser um alvo maior para o ano que se aproxima. Em 2013, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, os programas de eficiência energética proporcionaram uma economia de 2,1% de toda a energia consumida no país no período e o Brasil tem como meta, no Plano Nacional de Energia (PNE) 2030, ter o atendimento de 10% do consumo de energia no Brasil com ações de eficiência energética.

Em consonância às políticas energéticas, em novembro, a Eletrobras comemorou os 20 anos do Selo Procel e o lançamento do Selo Procel Edificações. Seguindo os conceitos do Selo Procel, que orienta o consumidor na aquisição de eletrodomésticos energeticamente mais eficientes, o novo selo lançado na ocasião, o Procel Edificações, indicará as construções comerciais, de serviços, públicas e residenciais com maior potencial para a redução do consumo de energia. Isto deverá ser um incentivo maior para a busca da certificação Procel Edifica nas construções brasileiras, que faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) em parceria com o Inmetro.

Segundo o Procel, o consumo de energia elétrica nas edificações corresponde a cerca de 45% do consumo faturado no país. E estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reformas que contemplem os conceitos de eficiência energética em edificações.

Segundo o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, destacou durante o evento, o Procel já contribuiu, por meio de suas ações, para a economia de mais de 70 bilhões de kWh de energia elétrica e grande parte desse resultado é creditado às ações do Selo Procel, criado com a finalidade de ser uma ferramenta simples e eficaz. O selo estimula a competitividade na indústria e o desenvolvimento tecnológico na busca de maior eficiência energética dos aparelhos elétricos.

Em 2013, o Selo Procel foi concedido a um total de 36 categorias de equipamentos, distribuídas entre 187 fabricantes e 3.748 modelos. Mais de 62 milhões de equipamentos com o selo foram vendidos no período. Com isso, o uso de equipamentos com o Selo Procel contribuiu para que o Brasil economizasse 9,578 bilhões de kWh no ano, representando 3.733 MW de demanda retirada do horário de ponta.

Em iluminação, o Selo Procel foi recentemente lançado para lâmpadas de Led em outubro. Com caráter voluntário, o Selo Procel visa identificar os melhores produtos no mercado para economizar energia e se aplica às lâmpadas Led com dispositivo de controle integrado à base ou corpo, constituindo uma peça única, não destacável, em 60 Hz, para tensões nominais de 127 V e/ou 220 V e potência nominal de até 60 W.

Dentre os critérios para concessão do Selo para lâmpadas de Led estão contemplados ensaios de segurança e de desempenho, como: medições de potência; fluxo luminoso inicial; eficiência energética; fator de potência; distorção harmonica total (THD); equivalência com a lâmpada incandescente; Temperatura de Cor Correlata (TCC), Índice de Reprodução de Cor (Ra) e vida declarada nominal mínima de 25.000 horas com manutenção de 70% do fluxo luminoso inicial.

Para concessão do selo as lâmpadas Led deverão ter eficiência energética medida e declarada de, no mínimo, 80 lm/W, as lâmpadas tubulares G5 com eficiência mínima de 105 lm/W e as lâmpadas tubulares G13 com no mínimo 90 lm/W.

Este Selo Procel deverá ser um grande impulsionador, em conjunto com a futura certificação compulsória de lâmpadas Led pelo Inmetro, para a melhoria dos produtos existentes no mercado e garantia de melhores índices de economia de energia para o Brasil nos próximos anos. Com isto e outras políticas esperamos que haja sim luz (eficiente) no final do túnel! Desejo a todos um ano novo iluminado e de muitas realizações!

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