Geração de fontes renováveis – futuro promissor

set, 2013

Edição 91 – Agosto de 2013
Por Luiz Fernando Arruda 

As pequenas usinas a partir de fontes renováveis ganharam neste mês de agosto pelo menos dois grandes incentivos. No caso do Estado de São Paulo, foi publicado um mapa da energia solar contendo informações básicas, mas confiáveis, que balizam a análise de investimento inicial para empreender uma micro ou mini geração fotovoltaica e até mesmo um empreendimento de produção em maior escala.

 

O que se percebe, no entanto, é que a geração a partir de painéis foto voltaicos deve mesmo ser mais interessante na faixa de até 1 MW considerando o incentivo dado pela RN 482/2012 da Aneel. Dessa forma, os circuitos de média tensão das distribuidoras devem ser impactados por estas conexões dispersas e ao longo dos anos muito vai ser aprendido sobre geração distribuída (existem estudos e simulações, mas estamos ainda engatinhando neste campo).

Talvez o leilão que está programado venha a mudar isso, pois o Brasil tem uma vocação natural para a geração de origem solar. Há regiões em que o rendimento kWh/m2 se equipara aos dos melhores do mundo (Minas Gerais tem uma boa faixa nesta classificação).

Uma coisa se pode antever: as distribuidoras terão mais problemas operacionais e de segurança, pois ainda hoje a orientação fonte–carga é bem visível e fixa, mas isso vai aos poucos ser diferente.

Em alguns casos já estudados há inversão de potência no circuito de média tensão em determinados horários do dia, o que demanda especial cuidado com as proteções e também com as perdas técnicas do sistema.

Já no Estado de Minas Gerais, a boa notícia vem do Decreto nº 46.296, de 14 de agosto 2013 – que dispõe sobre o Programa Mineiro de Energia Renovável/Energias de Minas – e de medidas para incentivo à produção e uso de energia renovável e a Lei nº 20.824, de 31 de julho de 2013, que concede benefícios fiscais aos empreendimentos de geração de energia elétrica de fonte solar, eólica, biomassas, biogás e hidráulica gerada em CGH e em PCH.

Mais uma vez o poder público acerta no alvo, viabilizando empreendimentos de pequeno e médio porte que tendem a mudar completamente o mapa da indústria de geração de energia elétrica do Brasil.

Com isso, toda uma cadeia de investimento deve ser incrementada ao mesmo tempo em que se beneficia o meio ambiente com empreendimentos que sem os incentivos colocados não seriam viáveis.

Aos poucos as empresas de engenharia devem estar mais bem preparadas para atender à demanda de empreendedores que querem ao mesmo tempo participar deste novo momento de democratização da geração de energia elétrica e realizar uma aplicação rentável.

Estes dois objetivos têm de estar sempre presentes: mudança de patamar tecnológico e rentabilidade de investimento. Isso faz o mundo se modificar, tornando realidade os benefícios do jogo ganha-ganha.

 

 

 

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