Fiee e Hannover – mensagens semelhantes

maio, 2011

Edição 63 – Abril de 2011
Por José Starosta


Acompanhamos nas últimas semanas a Feira Internacional da Indústria Elétrica, Energia e Automação (Fiee) em São Paulo e, na sequência, a Feira Industrial em Hannover, na Alemanha.

 


Algumas mensagens, todas voltadas para claras ações de sustentabilidade, ficaram evidentes:

Boa parte dos produtos, sistemas e equipamentos ofertados são voltados e aplicados na busca da eficiência (de processos, de eficiência energética e outras) em clara alusão à “economia verde” relacionada à incansável luta contra o desperdício e também de redução de consumo de combustíveis fósseis. Fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar fotovoltaica, além de equipamentos mais sustentáveis como os carros elétricos e híbrido (ver Figuras 1 a 4) estiveram muito presentes.

No caso das fontes renováveis, faltam no Brasil algumas definições legais de conexão dessas fontes (de consumidores particulares) ao “grid”, uma vez que todos poderão ter suas próprias fontes em suas residências, ou seja, poderemos gerar nossa própria energia e ainda vender a sobra para as concessionárias com a inversão dos “ponteiros” dos medidores de energia. Como será essa conta também é (ou será) outro ponto de discussão.

As estações de carga para o veículo elétrico, como a da ilustração, foram apresentadas por grande quantidade de fabricantes em Hannover. O que se observa neste sistema são algumas preocupações com a segurança (tanto física das pessoas que farão a operação de conexão do carregamento, como de confiabilidade operacional do sistema), além de se tentar manter a similaridade do conceito de “bomba e boca do tanque de combustível”, com o desenvolvimento de plugues (nas “bombas”) e nas tomadas (“boca do tanque de combustível”) que fazem parte dos veículos. Certamente este tema será objeto de infinitas discussões das revistas especializadas em automóveis, mas dirigir este carrinho foi uma excepcional experiência – ao menos o veículo “anda” bem.

Alguns pontos de discussão são relacionados aos tipos de carregadores: os trifásicos em potência maior e monofásicos em potência menor (este último para uso doméstico) e que trazem a mensagem positiva do uso de energia na madrugada. Claro que a principal diferença entre eles é o tempo de carga. Este conceito trará desenvolvimento tecnológico de baterias e sistemas de carregamento e de logística, uma vez que a troca de baterias em postos também esta sendo considerada e implantada, cabendo ao próprio “posto” a tarefa de carregar as baterias.

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