Em busca da melhor busca

jul, 2010

Edição 53 – Junho de 2010

Por Carla Valéria C.

Partindo do princípio de que atualmente toda empresa tem um site na internet, o grande desafio é ter visibilidade e o maior número possível de acessos. Já não basta ter um site “estiloso” e cheio de recursos visuais, com imagens rodopiando e piscando. Nem tampouco uma única home page só com o nome da empresa, um e-mail e o telefone. Aliás, o estilo de site com apenas a home page (ou página principal) que nos obriga a descer uma barra de rolagem interminável, está com os dias contados.

 

Hoje, o sucesso de um site é medido pelo tempo de permanência e quantidade de cliques nos links internos. É preferível ter mais páginas, porém mais curtas, simples e diretas, do que páginas extensas. E sempre acompanhadas de fotos ou figuras que reforcem o conteúdo. As pessoas procuram informações relevantes e, se não encontram rapidamente, abandonam o site e partem para outro em questão de segundos.

Um fator decisivo é a posição do site dentro dos sites de busca (Google, Yahoo, MSN, Bing e outros). Os sites patrocinados, que pagam por número de cliques, aparecem em destaque, mas os usuários preferem clicar antes naqueles que resultam da busca orgânica. As listas de resultado da busca orgânica baseiam-se na relevância de uma palavra-chave em um website. Isso significa que os links que aparecem primeiro possuem maiores chances de corresponder à informação desejada.

Para posicionar um site na primeira página dos resultados orgânicos, é necessário fornecer aos buscadores informações que o tornem relevante e importante ao tema pesquisado. Isso requer modificações nas estruturas de formatação, textos, palavras-chave, rede de links, nomeação de figuras, vídeos entre outros. Empresas especializadas em otimização de sites trabalham nesse sentido, cuidando do aspecto funcional do site, que fica “escondido” no visual agradável e direto.

Algumas curiosidades sobre a busca orgânica:

  • Os resultados orgânicos são vistos com mais assiduidade;
  • Usuários de mecanismos de busca tendem a acessar primeiro os hiperlinks nos resultados de busca orgânica, não encontrando o que procuram, só então acessam as páginas de anúncios pagos (anúncios patrocinados);
  • Em média 9,2 resultados são vistos antes de o usuário dar o primeiro clique;
  • Em média os consumidores gastam 10,4 segundos em uma página para ver resultados de busca;
  • Usuários em busca de efetuar transações veem mais resultados, 9,9 em média, contra 8,5 dos usuários que apenas buscam informações;
  • Compradores gastam mais tempo vendo resultados, 11,4 segundos em média, contra 9,4 segundos dos que apenas buscam informações.

Outro fator que contribui para o bom posicionamento de um site nos buscadores é a sua frequência de atualização. Podem ser notícias interessantes e relacionadas ao segmento de mercado em questão, novidades, lançamentos, um espaço para comentários ou fórum, atendimento on-line, enquetes, pesquisas, etc. Quanto maior a interatividade, melhor. Mas é preciso ter pessoas atualizando constantemente as informações, senão, o efeito é contrário. Imaginem uma página de “notícias” cuja mais recente é de 2007. Espanta para sempre qualquer cliente potencial.

Blogs, twitter, facebook, msn, skype, myspace, orkut, youtube, hoje é preciso estar onde todos estão. Recursos como vídeos são muito mais dinâmicos e autoexplicativos do que longos textos. Certificados, manuais, desenhos e especificações técnicas podem e devem estar acessíveis nos sites, porém, em formatos como pdf, para rápido download por meio de links. Tudo muito rápido e fácil. Quanto mais cliques, melhor.

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