E as áreas públicas? (Parte 2)

abr, 2011

Edição 62 – Março de 2011

É com tristeza que voltamos a comentar os mesmos aspectos focados na edição anterior. As comemorações de carnaval nos deixaram um saldo muito triste: só no trânsito em estradas federais foram 213 mortes em mais de 4.000 acidentes ocorridos em apenas cinco dias. Nosso carnaval mata mais gente que uma guerra civil!

 

 

É um descaso com a vida que efetivamente precisa ser combatido e por todos os meios, sendo mais uma mudança de cultura que se faz necessária.

A faceta que nos cabe, propriamente a eletricidade, ficou marcada pelo acidente em Minas Gerais com a “serpentina metalizada”. Perguntou-se se a serpentina era autorizada e foi proibida.

Procura-se a pessoa que utilizou a dita serpentina (precisa-se de um culpado!). Questionou-se a concessionária porque o circuito não desligou, em tempo hábil, face ao curto-circuito trifásico provocado. Foram feitos testes, análises e demonstrações muito esclarecedoras da ocorrência, nada de mágico, nada de sobrenatural. Tudo absolutamente previsível, e infelizmente, esperado.

Sem a menor pretensão de analisar o acidente ou buscar as suas causas – coisas que não nos cabem –, é nosso dever destacar que várias foram as circunstâncias que contribuíram para a ocorrência, mas a utilização de um veículo de forma a colocar pessoas nas proximidades dos circuitos aéreos sabidamente energizados foi fundamental para o triste desfecho.

As providências necessárias para evitar a repetição não serão simpáticas, mas é fundamental que seja realizada a análise de segurança por profissionais habilitados em segurança, contemplando todos os aspectos envolvidos – veículo, montagem, trajeto, etc.

O que não poderemos é aceitar mais ocorrências como essas com naturalidade, entendendo-as como “fatalidade”.  Foi-se o tempo em que qualquer incêndio era atribuído a um curto-circuito e, pronto, estava esclarecida a questão. Isso começou a mudar com o episódio do Edifício Joelma em São Paulo (SP).

As vidas ceifadas e os familiares de Minas Gerais clamam por medidas preventivas, que devem emanar do poder público.

Na última edição, foi destacado o desleixo com instalações em áreas públicas, sejam elas de responsabilidade das concessionárias, sejam de responsabilidade dos montadores de instalações em parques, palanques, praias e praças. Mais alguns exemplos são trazidos neste mês e todos se resumem ao mesmo assunto: partes vivas perigosas e acessíveis.

 

 


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