Das instalações temporárias

dez, 2016

É certo que esta coluna se destina aos colegas, profissionais da área elétrica, cansados de saber da necessidade de cuidados especiais com qualquer tipo de instalação. No entanto, com a liberdade que me foi dada para usar este espaço precioso, optei por insistir na prevenção dos riscos a que se expõem os usuários, leigos, nas instalações e equipamentos elétricos.

Mais uma vez, se aproximam as datas festivas em que vão sendo colocados enfeites e penduradas séries de lâmpadas decorativas das mais variadas cores e combinações de efeitos. Alguns já com tecnologia Led, outros na velha “lampadinha”, seja na frente de casa, no beiral na árvore, interna ou externa.

É hora de lembrar que instalação festiva, natalina, é temporária sim, mas não deve ser precária.

Ano após ano, o Natal ou o Réveillon acabam marcados por notícias tristes de incêndios e choques elétricos com consequências terrivelmente desagradáveis que empalidecem o brilho das comemorações.

Independentemente do local, seja em casa, na via pública, na indústria, seja no escritório, a instalação temporária deve atender aos requisitos de segurança, quanto à carga e quanto à forma de instalar e mais ainda quanto à proteção, coisa difícil de se conseguir nos circuitos de potência tão baixa que só acionarão um disjuntor ou fusível depois de iniciado um incêndio.

As normas técnicas não diferenciam as instalações temporárias ou permanentes quanto à proteção das pessoas e a norma de segurança, nossa NR 10, também não faz qualquer concessão para instalações “provisórias”.

Além da proteção elétrica, que deverá garantir a segurança contra os curtos-circuitos e sobrecargas, devemos considerar o aquecimento pelo uso de dispositivos com contato deficiente que produzem o aquecimento junto a materiais inflamáveis.

Adicionalmente, o uso de enfeites fabricados com laminados metálicos condutores associados aos equipamentos luminosos têm contribuído para aumentar a frequência e o risco dos acidentes.

A colocação de enfeites em áreas externas deve considerar, além das influências ambientais, chuva e ventos, também o fato de que nossas redes aéreas de distribuição e ramais alimentadores têm sim partes vivas expostas, como condição normal da instalação. A aproximação a esses pontos energizados, seja para o fim que for, só poderá acontecer por profissionais qualificados e com o uso de ferramental, equipamentos de proteção e metodologia de trabalho apropriados.

Para alcançar partes elevadas, quando da fixação de enfeites, são utilizadas escadas e na sua maioria fabricadas em alumínio, que, além do risco de queda, facilitam a ocorrência dos choques.

Então, contar com a colaboração de um profissional para os serviços de iluminação festiva é uma decisão inteligente.

Boas festas aos nossos leitores, muita felicidade, paz e segurança para o ano que vai chegar.

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