Controlando a luz – Depreciação, controles e projetando o sistema

jan, 2017

Em continuidade ao tema iniciado no artigo publicado na edição anterior, outro aspecto da utilização dos controles refere-se à depreciação dos sistemas de iluminação.

O sistema de iluminação é composto, resumidamente, por fonte de luz; eletrônica, que a controla; refrigeração, que extrai o calor dos circuitos internos; e sistemas óticos que projetam a luz para os espaços importantes do projeto.

Todos estes componentes sofrem algum tipo de depreciação no decorrer do tempo, quer pela degradação dos materiais, quer por sujeira acumulada.

Então, para garantir, por exemplo, uma certa quantidade de luz, iluminância média mantida de 500 Lux em uma sala de aula, entendendo que este sistema funcionará por muito tempo, temos que considerar o grau de depreciação deste sistema para o tempo previsto antes de uma manutenção.

Este é o motivo do termo “mantido”, pois garantimos, assim, que no final do ciclo de manutenção, os 500 Lux estarão mantidos.

Podemos atuar com os controles no fator de depreciação da fonte de luz. O termo CLO, sigla em inglês, que significa “Emissão Constante de Luz”, dimeriza o sistema na medida que a fonte de luz inicialmente emite mais luz quando comparado ao fim da vida útil.

A economia pode alcançar de 15% a 20%, dependendo da fonte de luz.

Controles digitais, economia de energia, conforto, segurança e flexibilidade

Para residências em que há a intenção de controlar-se a iluminação, podemos considerar algumas possibilidades:

Controles por ambiente

Estes controles podem ser utilizados para controlar um único ambiente e não se comunica com os demais controles de outros ambientes.

Desde um controle baseado em sensores de movimento e luz natural até o controle de cenas programáveis.

Os controles por ambientes mais sofisticados podem além de gerenciar a iluminação, controlar outros equipamentos, ideais para uma sala de televisão com equipamentos multimídia, um auditório corporativo, uma sala de conferência em um hotel, etc.

Controle de ambientes integrados

O controle integrado permite, além da definição de cenas e integração com outros equipamentos, interfaces via internet, controles externos e gerenciamento energético completo, tanto dos ambientes internos, quanto externos.

Os controles à distância podem ser através de um tablet ou também nas interfaces pessoais, como telefones e relógios.

Os controles à distância podem ser através de um tablet ou também nas interfaces pessoais, como telefones e relógios.

  • Eficiência energética
  • Conforto
  • Flexibilidade
  • Segurança

 Projetando o sistema

Quando temos uma necessidade desde uma residência, um ambiente comercial ou até um edifício completo, algumas questões devem ser consideradas:

  • Projeto luminotécnico com as cenas e cargas;
  • Arquitetura e layout de interiores e exterior;
  • Equipamentos outros a serem controlados, funcionalidades e suas cargas;
  • Controle por ambiente ou integrado;
  • Controle por cabos ou sem fio;
  • Budget

Conclusão

Particularmente eu não consigo mais entender um projeto luminotécnico somente com a função liga/desliga, pois as facilidades e economia que os controles possibilitam são tantas e tão simples, que trazem vantagens financeiras ao projeto, pagando o investimento inicial em poucos anos.

Podemos posteriormente nos aprofundar nas soluções, protocolos e tecnologias disponíveis no mercado brasileiro, bastante atualizado com o que existe no mundo.

Referências

  • Lutron Controls
  • Schneider KNX

Comentários

Deixa uma mensagem

%d blogueiros gostam disto: