Afundamentos de origem externa e soluções com DVR – Parte 2

maio, 2016

Edição 123 – Abril de 2016
Por José Starosta
 

 

 

 

Em situação normal, o DVR opera em “stand-by”, sendo a tensão da rede comparada a cada instante com os limites de operação do equipamento; se os valores monitorados atingem o limiar de operação (por exemplo, 0,85 pu – normalmente, os afundamentos atingem valores de até 0,5 pu), o DVR passa então a operar em conjunto com a rede de suprimento na alimentação da carga até o instante em que este sistema principal (rede) se restabeleça. Caso o afundamento persista por períodos superiores ao pré-determinado para a carga condicionada, o equipamento não opera, pois, o distúrbio provavelmente será uma interrupção. A Figura 1 ilustra os valores eficazes e as formas de onda da tensão em situação de afundamento monofásico e de recuperação pelo DVR. Devido à recuperação da tensão na carga, a mesma é mantida em operação em função da compensação pelo DVR. A Figura 2 ilustra a zona de atuação do DVR em detalhe da curva ITIC ou CBEMA.

 


Figura 1 – Tensões na rede e na carga durante o afundamento monofásico de tensão.

O sistema controla a cada instante a amplitude e o ângulo de fase em cada uma das fases, pois não se pode admitir desequilíbrios de tensão ou mesmo sobretensões. Este controle tem relação direta com a injeção de potência reativa no caso de fonte de reserva com capacitores. Alguns cuidados devem ser tomados no uso de DVRs em sistemas com baixa regulação de tensão, ou com pobre compensação reativa, que operam em regimes permanentes em tensão abaixo da tensão nominal em valores próximos aos limites de operação do DVR (operação em regime de subtensão), havendo, neste caso, operação indevida do sistema, já o mesmo deve ser operado somente em afundamentos e não em subtensão em regime permanente.


Figura 2 – Detalhe da curva ITIC (CBEMA) e zona de atuação do DVR.

Os DVRs podem ser aplicados em sistemas de transmissão e de distribuição combinados a sistemas de compensação reativa com controle por tensão e manobra automática de Taps em trafos de distribuição, normalmente, em cargas de potência constante. Importante considerar o tipo de carga conectada, pois, no caso de grandes volumes de energia reativa serem consumidos em curtos períodos, deve ser prevista a utilização de compensadores estáticos específicos. Constituem-se como uma opção econômica e eficaz para mitigação de afundamentos de tensão para preservação de operação de processos industriais em que a perda é onerosa. Os custos são proporcionais à carga condicionada e limites de tensão e tempo.

 

Referências:

 

  • Elspec technology – Equalizer Turbo system – “viavar”
  • Ankit Pandey, Rajlakshmi – Dynamic Voltage Restorer and Its application at LV & MV Level
  • Wikipedia
  • Ação Engenharia e Instalações – relatórios técnicos
  • CBEMA- ITI (CBEMA) Curve Application Note

Comentários

Deixa uma mensagem

%d blogueiros gostam disto: