Revista O Setor Elétrico

Os desafios da implementação de um sistema de automação de subestações digitais

Os desafios da implementação de um sistema de automação de subestações digitais

março 29
10:26 2017

Certa vez Nikola Tesla disse “Deixem que o futuro diga a verdade e avalie cada um de acordo com o seu trabalho e realizações”, mas não temos todo esse tempo e precisamos realizar muitas coisas neste momento.

Ao longo dos últimos anos, por diversas razões, temos nos deparado com desafios importantes quando uma empresa do setor elétrico necessita implementar um Sistemas de Automação de Subestações Digitais (DSAS).

Como profissionais de Proteção, Automação e Controle, somos responsáveis por determinar os caminhos que levarão ao sucesso de um empreendimento.

Dependendo da estratégia escolhida pela empresa, levando em conta os modelos de construção e contratação, poderão ocorrer diversas consequências. De uma forma ou de outra, sem fazer juízo sobre os diferentes modelos, produtos e soluções técnicas escolhidos para compor esse sistema, essa implementação deve tornar-se atrativa economicamente e eficiente do ponto de vista técnico (não somente eficaz).

Seja qual for o método utilizado, é essencial obter soluções e resultados de alta qualidade que possam atender às necessidades da empresa, incluindo confiabilidade, disponibilidade e garantia da extensibilidade flexível, fácil e rentável no futuro sem a necessidade de excessivas atualizações desnecessárias do DSAS.

Novamente, como escrevemos nesta coluna em ocasiões passadas, o resultado é determinado pelo nível de conhecimento dos profissionais envolvidos nesse processo.

Igualmente, dependo da profundidade do conhecimento desses, é determinada a abordagem utilizada na implementação do DSAS. Apesar de diversas variantes, podemos identificar que os métodos de implementação podem ser descritos resumidamente da seguinte forma:

  • Todo a implementação do DSAS é realizada pela empresa proprietária. Neste caso é necessário um conhecimento profundo dos produtos e processos, principalmente em relação à utilização de sistemas e IEDs operando com a norma IEC 61850;
  • Parte do trabalho é terceirizado. Assim, é requerido conhecimento menos profundo em partes terceirizadas e a profundidade do conhecimento necessário depende de quais partes serão terceirizadas. Vale a pena ressaltar que a visão sistêmica do DSAS é imprescindível para o sucesso do empreendimento;
  • Todos os trabalhos de implementação do DSAS são terceirizados (projetos turn-key), incluindo os processos de comissionamento e colocação em serviço do sistema. Neste caso é necessário um conhecimento mínimo dos profissionais envolvidos nesse processo. Entretanto, esse conhecimento deve ser suficiente para que a empresa possa especificar os requisitos para as soluções a serem implementadas, avaliar as propostas de maneira técnica e econômica adequadamente e supervisionar a qualidade dos fornecimentos realizados pelos terceirizados.

Em qualquer um dos casos descritos, o nível mínimo de conhecimento dos profissionais deve ser suficiente para que os responsáveis possam efetivamente mitigar qualquer situação de emergência que possa se desenvolver e não depender de um fornecedor externo ou terceirizado.

Uma atenção especial é necessária para a documentação. A dependência de suporte externo para o fornecimento e manuseio do sistema exige uma documentação muito consistente e completa.

Fatores técnicos, econômicos e gerenciais determinam os caminhos e também o sucesso dessa implementação.

E sua empresa? O que é feito para garantir a qualidade e consistências dos projetos realizados atualmente?

E você? Qual sua opinião?

Envie seu comentário para esta coluna e seguiremos descobrindo os melhores caminhos.

Sobre o Autor

Marcelo Paulino

Marcelo Paulino

Marcelo Eduardo de Carvalho Paulino é engenheiro eletricista e especialista em manutenção de sistemas elétricos pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI), atual Unifei. É diretor da Techmarc Engenharia.

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