Revista O Setor Elétrico

O presente no futuro?

O presente no futuro?

março 29
10:30 2017

Data intergaláctica 33Φ1271.

Regressando da viagem ao planeta P-841 faltando apenas alguns anos-luz para aportarmos na, já familiar, doca 35, recebemos uma mensagem da coordenação de tráfego terrestre informando problemas de danos nos componentes do inversor radi helíptico (IrH), equipamento que impediria nosso pouso no prazo programado. Relatos de outra nave da empresa indicavam que um especialista fora chamado e que, após vários ensaios heptadimensionais, constatou que o valor da resistência ôhmica do eletrodo de aterramento que servia aos componentes da instalação era superior a 1Ω, valor máximo determinado pelo fabricante para que o  IrH funcionasse corretamente, e assim concluiu ser essa a causa da falha num dos difusores do IrH  após a exposição do equipamento a um pulso eletromagnético disparado intempestivamente por uma das armas que protegem a plataforma de pouso.

Como já estávamos há mais de cinco anos-luz fora de casa, o comandante levou os fatos ao conhecimento do engenheiro chefe, responsável pelo já renomado bom funcionamento de nossa nave, solicitando ao mesmo que auxiliasse na resolução da questão a fim de pousarmos o mais rápido possível e de forma segura.

Após breve comunicação e troca de informações técnicas com o pessoal da base, o engenheiro chefe emitiu um documento, aqui resumido, com as seguintes recomendações:

- Alteração no eletrodo de aterramento para que este tivesse dimensão e topologia adequadas a fim de dispersar correntes espúrias no solo sem causar tensões superficiais acima das suportáveis pela instalação e seus operadores;

- Estabelecimento de zonas de proteção contra campos magnéticos, através de blindagem em diversos pontos das instalações e estruturas até o equipamento em questão, utilizando encaminhamento correto dos cabos de energia e de sinal, eliminando possíveis laços entre esses condutores;

- Otimização das interligações entre partes vivas, massas metálicas e condutores energizados para minimizar diferenças de tensão que eventualmente surgissem entre componentes, a níveis suportáveis pelos mesmos, inclusive enfatizando a instalação de conjuntos de DPSs para atenuar possíveis surtos de modo comum e de modo diferencial;

Após certa discussão, os engenheiros da plataforma decidiram pela troca do IrH e implementação dessas recomendações, o que contribuiu para chegarmos em casa seguros e com muita experiência extraterrestre para compartilhar com os nossos”.

Vamos pensar até onde presente e futuro podem ser um só?

Sobre o Autor

Jobson Modena

Jobson Modena

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia.

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