Revista O Setor Elétrico

A suruba antes do Carnaval

A suruba antes do Carnaval

março 28
17:57 2017

Não precisa pedir desculpas senador. Vossa Excelência foi muito feliz ao retratar aquilo que para os brasileiros simples mortais era já sabido, e há muito. De fato, a música dos “mamonas” (de saudosa lembrança), bem retratava que ainda não haviam comido ninguém...

Isso ocorre com a população que tenta achar uma forma de desenvolver atividade honesta e pagando muito imposto por isso. Aliás, na proporção dos fatos do que tem acontecido em Brasília nos últimos anos, “suruba” é uma simples festinha infantil.

Outro tema foi desdenhado pelas Excelências que ocupam o Planalto Central: a população brasileira se mobilizou para redigir um projeto contra a corrupção no Brasil, contendo dez medidas contra a corrupção (simples assim: se roubar vai preso e paga o “penalty”). Para que este projeto fosse votado no Congresso, a sociedade organizada se mobilizou com mais de dois milhões de assinaturas. Imaginem como foi “fácil” para a sociedade conseguir tal mobilização. Em algumas canetadas (ao bom e velho estilo), os deputados modificaram o projeto retirando a essência original. Foi preciso que um Ministro do STF informasse aos protagonistas que aquele projeto não mais representava os conceitos originais e que deveria ser votado tal qual como concebido. Agora o nobre presidente da Câmara recomenda que as assinaturas sejam conferidas! Sim, estes senhores que elegemos nos acham idiotas. Que quadrilha!

Na economia, os resultados pífios de 2016 já eram os esperados e as armas clássicas são aplicadas, como a redução da taxa de juros para estimular o consumo. Os níveis de atividade da indústria publicados pelo IBGE registraram redução de atividade em 6,6% em 2016 e acumulada de 16,9% nos últimos três anos. De acordo com especialistas, a saída da crise depende do aumento de consumo da população, mas como a demanda pode aumentar com 12 milhões de desempregados? Curioso é que se verifica também redução de poupança, indicando que a turma está de fato sem dinheiro no banco e no bolso para gastar. A balança comercial em 2016 registrou balanço favorável, devido à falta de investimento em aquisição de equipamentos importados; leia-se, portanto: não estamos investindo, não renovamos nosso parque fabril e estamos perdendo competitividade. Que estrago!

Mesmo assim, parece que chegamos ao tão esperado fundo do poço e agora a coisa vai. Enquanto isso os cães ladram e a caravana passa.

Sobre o Autor

José Starosta

José Starosta

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco)

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